segunda-feira, 15 de setembro de 2014

A um passo da medição dos passos



[2 de setembro de 2014 03:01]
Diário de bordo:




domingo, 14 de setembro de 2014

Aprendendo na prática pra só depois achar uma teoria

A próxima coisa que me perguntei foi: como aferir o desempenho de diferentes motores?

Afinal, motores diferentes podem possuir desempenhos significativamente diferentes - principalmente se não forem motores de passo - de modo a dificultar a aferição do esforço de rotação aplicado aos motores e o resultado obtido.

Sem aferirmos o esforço aplicado a um motor e o resultado obtido, não temos como controlar as variáveis que solucionariam o problema de mover-se uma distância específica e determinada por software, ficando a precisão dos movimentos comprometida.

Meu sobrinho é formado em escola técnica e tecnicamente deve saber isso. Ao questioná-lo, ele me respondeu apenas: "Você mede o ciclo do motor com um magneto, e assim conta a volta do motor e sabe o quanto ele está conseguindo girar em função da tensão elétrica e do tempo, é isso que você quer?".

Sou mais velho, então cocei meu bigode e num nanosegundo pensei nos sensores presentes nos mouses de computador, principalmente os mais antigos, onde recordava haver um sensor de passo que contava ciclos, atualmente usados apenas no botão de scroll do mouse - o que fui constatar logo mais tarde. Citei-os: "Tipo por exemplo o sensor de passo que existe dentro dos mouses de pc mais antigos, isso?" - "Ai já não sei tio, nunca reparei nisso".

Como eu disse - até então não fiz nada na plaquinha que ganhei de presente - e embora tentado, me detive e continuei nessa linha de investigação dos sensores de passo presentes nos mouses, atualmente apenas no botão de rolagem, pois antes eles eram utilizados também na aferição da rolagem da bolinha do mouse nos eixos x e y, hoje substituída predominantemente por sensores laser e infravermelhos.

Desmontei umas cinco, sei lá. E comecei minha jornada de aprendizado de remoção de componentes soldados em placas de circuito.

Lição número 1 - mouse

[31 de agosto de 2014 23:06]
Diário de bordo:
Lendo o artigo sobre utilização de sensores de mouse no arduino percebi que utilizam o processador do próprio mouse e interpretam a informação já formatada emitida.. muita coisa pra pouca coisa. Li dezenas de outros artigos e tudo era a mesma coisa, mas o legal é que já sei que o sensor óptico é excelente para medir distâncias opticamente. Mas não é o que eu quero no momento.

Identifiquei no mouse um pequeno componente que conta os "passos" do botão de rolamento do mouse (scroll de texto/tela), e aquilo ali definitivamente é uma forma de medir o quanto um servo motor girou.

Tendo removido a peça da placa, identifiquei que possuía três perninhas, então na roleta russa já pus o multímetro medindo resitividade nos entre os dois extremos, e obtive: medição neutra para roldana parada, 5k para roldana em movimento!
Próximo passo: tacar a roldana em circuito com um led pra ver se pisca quando gira.


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Desde então, comecei a considerar que precisava do apoio de algumas ferramentas, e sabia que não iria demorar muito, eu ficaria encurralado em recursos. Contudo forcei e sustentei por mais um pouco, seguindo meu estilo clássico de improvisar por um tempo para medir a intensidade.

Multímetro medindo resitividade

Parece até que estou de zoação, mas estou apenas em parte. A ideia aqui na verdade foi pegar um voltímetro e ir girando as formas de medição ate encontrar alguma que desse alguma leitura.

Depois de quebrar a cabeça entre diversas tentativas e erros, percebi que ao colocar o seletor do multímetro em ohms numa certa escala, obtinha leitura, e ohms eh uma escala que mede resitividade.


Bora..

Quando não sabemos, temos medo até de vir a saber

Saber superficialmente sobre uma área de assunto na maioria das vezes é suficiente para se jogar alguma conversa fora e não ficar boiando num papo, sendo suficiente para passar batido. Mas quanto a saber de fato desempenhar algo na prática daquele assunto?


Por exemplo, é fácil falar sobre motocicletas e conhecer alguma coisa sobre elas para ter sempre algo a dizer quando esse for o assunto. Dá até pra colocar uma jaqueta de couro preta com uns broches descolados e ir a um encontro de motociclistas veteranos - levantar a voz com uma garrafa de cerveja falando sobre motos carburadas e talvez se tornar o centro das atenções. Mas dá pra montar numa moto e sair empinando pra mostrar que é brabo?

Você pode saber falar tudo sobre carburadores e motos, mas pra montar numa e sair empinando amigo, você vai ter que saber mais do que falar com a boca. Crianças com três anos já falam perfeitamente.

Existem pessoas que andam de moto há séculos, mas na hora de empinar rola um calafrio e o cara pensa: "Merda, nem preciso disso", e nunca empinou na vida. O suíno pra mim era eu montado numa moto com a roda dianteira apontando para o céu - eu sei como é, sei como funciona mas me cago de medo de um dia meter a mão e um e fazer algo acontecer - Afinal de contas, é algo que não sei, mas finjo que sou o cara.

Fui visitar um amigo que se tornou pai, e pra minha surpresa/medo/entusiasmo, saio de lá com uma plaquinha dessas que gravam programinhas que piscam leds apenas usando um programa instalado no computador e um cabo usb.

E agora malandro? Agora não tem jeito, vou ter que meter a mão nesse negócio e ver como é.

Cheguei em casa e fiquei tranquilo. Nem o programinha que pisca led eu rodei, afinal de contas, todo mundo faz isso, acho que posso pular essa parte.

Decidi então traçar um objetivo: quero poder controlar um motor, e dizer o quanto em centímetros eu quero que ele vá, e o quanto eu quero que ele volte. Com isso já seria possível de fato usar a programação para por exemplo, ordenar que um carrinho vá e volte, e o quanto. Isso está ainda bem longe do que seria saber empinar uma moto, mas sei que existem inúmeros desafios embutidos nessa simples tarefa de programação/eletrônica, estando mais para saber controlar a embreagem sem deixar o motor morrer.

Programação de microcontroladores - WTF?

Já dei meus rasantes nas área de eletrônica, e houve até um tempo em que cheguei a mergulhar um pouco no conceito de programação de microcontroladores.

Nessa época, era chato e cansativo demais você construir algo que te possibilitasse chegar ao ponto de escrever um programa, gravar num chip e ligar numa placa que fizesse coisinhas segundo esse teu programa.

Isso requeria muito conhecimento de eletrônica básica e também era lento esse processo de gravar um programa/testar/alterar/gravar novamente/testar novamente.


De alguns anos para cá, alguém reuniu essas coisinhas que já existem espalhadas há muito tempo e criou um padrão, e esse padrão por sua simplicidade se popularizou e barateou a coisa toda de maneira a culminar no que conhecemos hoje como Arduíno e seus genéricos.


Eu já havia ouvido falar dessa moleza atual, onde basta um USB e um programinha no computador, e essa plaquinha que já resumia o conjunto básico de coisas necessárias para se programar um microcontrolador e utilizá-lo no minuto seguinte sem enrolação e praticamente descartando o conhecimento de eletrônica.

> Praticamente

>> Conhecimento de eletrônica

Como na maioria das coisas que penso que sei algo, nunca estudei eletrônica, e na verdade mais sincera do íntimo do coração, eu não sei nada. Mas com esse meu nada logo percebi que esse praticamente só é verdade quando a prática se limita a piscar leds e usar shields e códigos prontos da internet.

> Lego

Como ao montar um quebra-cabeças, hoje na internet é possível encontrar projetos mais diversos de eletrônica/robótica/drones/automação/truques de magica e tudo mais que se possa imaginar usando o suíno (vou chama-lo assim a partir de agora).

Além de haver hoje uma lojinha de componentes eletrônicos em cada esquina do centro de uma grande cidade, e a internet trazer mesmo uma loja na China ao alcance do seu mouse; não seria necessário ter conhecimento de componentes de eletrônica para montar uma variedade de projetos pré-concebidos que existem por aí. A questão é que isso é chato demais, embora algumas pessoas prefiram assim.

Componentes tais como resistor, transistor, capacitor, diodo e cristal são primitivas da eletrônica que se espalham exponencialmente nesse planeta há mais de meio século; em qualquer sucata de televisão de tubo hoje você encontra não só todos esses, mas outros mais complexos que reúnem combinações desses, com funções já determinadas que encurtam o trabalho de quem constrói algo em eletrônica.

Eu falo de construir e isso logo no primeiro post, porque de fato não manjo de eletrônica, mas gosto de fazer as coisas sem saber ainda, para aprender fazendo e com isso me divertir não com o que aprendo, mas com o método de aprendizado que aplico a mim mesmo.

Entrei para a alfabetização já sabendo ler, e entendi que esse negócio de esperar te ensinarem não ajuda muito na vida. Existem coisas que quero saber, nunca ninguém me ensinou, ainda não aprendi mas enquanto nada acontece prossigo batendo cabeça, até que eu aprenda sozinho ou, venha alguém e me ensine.

Já nascemos chorando e procurando o seio da mãe. Quem nos ensinou isso? Ou fomos nós quem procuramos logo aprender antes que fosse tarde?

À semelhança de como aprendi a pegar no seio, estou tentando aprender eletrônica. Se quiser, vem comigo - o assunto aqui não é eletrônica - é aprendizado.