domingo, 14 de setembro de 2014

Programação de microcontroladores - WTF?

Já dei meus rasantes nas área de eletrônica, e houve até um tempo em que cheguei a mergulhar um pouco no conceito de programação de microcontroladores.

Nessa época, era chato e cansativo demais você construir algo que te possibilitasse chegar ao ponto de escrever um programa, gravar num chip e ligar numa placa que fizesse coisinhas segundo esse teu programa.

Isso requeria muito conhecimento de eletrônica básica e também era lento esse processo de gravar um programa/testar/alterar/gravar novamente/testar novamente.


De alguns anos para cá, alguém reuniu essas coisinhas que já existem espalhadas há muito tempo e criou um padrão, e esse padrão por sua simplicidade se popularizou e barateou a coisa toda de maneira a culminar no que conhecemos hoje como Arduíno e seus genéricos.


Eu já havia ouvido falar dessa moleza atual, onde basta um USB e um programinha no computador, e essa plaquinha que já resumia o conjunto básico de coisas necessárias para se programar um microcontrolador e utilizá-lo no minuto seguinte sem enrolação e praticamente descartando o conhecimento de eletrônica.

> Praticamente

>> Conhecimento de eletrônica

Como na maioria das coisas que penso que sei algo, nunca estudei eletrônica, e na verdade mais sincera do íntimo do coração, eu não sei nada. Mas com esse meu nada logo percebi que esse praticamente só é verdade quando a prática se limita a piscar leds e usar shields e códigos prontos da internet.

> Lego

Como ao montar um quebra-cabeças, hoje na internet é possível encontrar projetos mais diversos de eletrônica/robótica/drones/automação/truques de magica e tudo mais que se possa imaginar usando o suíno (vou chama-lo assim a partir de agora).

Além de haver hoje uma lojinha de componentes eletrônicos em cada esquina do centro de uma grande cidade, e a internet trazer mesmo uma loja na China ao alcance do seu mouse; não seria necessário ter conhecimento de componentes de eletrônica para montar uma variedade de projetos pré-concebidos que existem por aí. A questão é que isso é chato demais, embora algumas pessoas prefiram assim.

Componentes tais como resistor, transistor, capacitor, diodo e cristal são primitivas da eletrônica que se espalham exponencialmente nesse planeta há mais de meio século; em qualquer sucata de televisão de tubo hoje você encontra não só todos esses, mas outros mais complexos que reúnem combinações desses, com funções já determinadas que encurtam o trabalho de quem constrói algo em eletrônica.

Eu falo de construir e isso logo no primeiro post, porque de fato não manjo de eletrônica, mas gosto de fazer as coisas sem saber ainda, para aprender fazendo e com isso me divertir não com o que aprendo, mas com o método de aprendizado que aplico a mim mesmo.

Entrei para a alfabetização já sabendo ler, e entendi que esse negócio de esperar te ensinarem não ajuda muito na vida. Existem coisas que quero saber, nunca ninguém me ensinou, ainda não aprendi mas enquanto nada acontece prossigo batendo cabeça, até que eu aprenda sozinho ou, venha alguém e me ensine.

Já nascemos chorando e procurando o seio da mãe. Quem nos ensinou isso? Ou fomos nós quem procuramos logo aprender antes que fosse tarde?

À semelhança de como aprendi a pegar no seio, estou tentando aprender eletrônica. Se quiser, vem comigo - o assunto aqui não é eletrônica - é aprendizado.

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